Apoio à luta dos agentes de organização escolar

 

O deputado Carlos Giannazi leu no plenário da Alesp, no dia 21/9, carta aberta de uma agente de organização escolar ao governador Geraldo Alckmin.

 

A servidora, que em sua jornada de 40 horas semanais atende a 22 salas com 40 alunos cada, recebe salário bruto de R$ 971,78 e vale-alimentação de R$ 8. “Quando assumi o cargo em 2013, vivia normalmente. Hoje, de tanto pegar empréstimos para me alimentar, não tenho mais crédito na praça”, escreveu a funcionária, que desde sua posse não teve reajuste salarial.

 

Lotada na EE Wolny de Carvalho Ramos, na Diretoria de Ensino Leste 5, a funcionária afirma que a categoria está sobrecarregada. Como muitos estão pedindo exoneração, os remanescentes têm de lidar com a alta proporção de 200 alunos por agente, uma responsabilidade imensa.

 

“O quadro de apoio é fundamental para as escolas, mas, ao mesmo tempo, é um segmento marginalizado, vítima de uma política de desvalorização salarial e funcional e de condições de trabalho extenuantes. Já realizei audiências públicas, fiz encaminhamentos ao governo e participei de manifestações na Secretaria da Educação, mas nada foi feito. Então fica aqui o nosso apelo para que o governo promova rapidamente um reajuste salarial, pois é inconcebível que o Estado mais rico da federação remunere tão mal servidores com tamanha responsabilidade”, afirmou o parlamentar.