Demissão de professores mediadores aumenta a violência nas escolas

 

Em janeiro de 2017, a Secretaria da Educação demitiu milhares de professores mediadores, cuja função era dirimir conflitos entre membros da comunidade escolar (pais, alunos, professores, funcionários e direção). Nos meses seguintes, o que se constatou foi um aumento significativo no número de casos de violência na rede estadual, com repercussões negativas na imprensa e nas redes sociais. No último dia 22, o secretário recuou e editou uma resolução criando o Projeto Mediação Escolar e Comunitária, que visa a remediar o desmonte promovido no início do ano.

 

“Na época, em reunião com o secretário Nalini, nós o prevenimos de que essas demissões em massa afetariam a segurança escolar. Mas ele foi insensível”, afirmou o deputado Carlos Giannazi, na sexta-feira (29/9), no Plenário da Alesp. “Agora ele está correndo atrás do prejuízo, mas esse projeto é extremamente duvidoso em relação à sua eficácia porque mantém a redução no número de professores mediadores.”

 

“Nós continuaremos cobrando do governador Alckmin e do secretário Nalini a volta dos professores mediadores em todas as escolas da rede estadual”, afirmou o deputado, apontando os demais fatores que também contribuem para uma cultura de violência, como a superlotação de salas, a insuficiência de funcionários no quadro de apoio e a inexistência do cargo de inspetores de alunos.