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Conselho
de Ética proposto por Giannazi é
esvaziado pela base do governo
29
de outubro de 2011

Observado pela bancada situacionista,
Giannazi declara sua insatisfação e frustração
com o caminho traçado pelo Conselho de Ética

Giannazi expõe à imprensa
sua crítica quanto aos desdobramentos do
Conselho de Ética
No dia 27 de outubro a maioria
dos membros do Conselho de Ética resolveu,
por 7 votos contra 2, encerrar os trabalhos
sobre a investigação das denúncias de vendas
de emendas parlamentares, com o envio de
um relatório protocolar e incompleto ao
Ministério Público Estadual sem que contenha
nele os depoimentos de deputados citados
em supostos esquemas de propina ou prevaricação,
segundo o deputado Carlos Giannazi.
Na opinião do parlamentar
— autor do único requerimento remetido ao
Conselho para que este abrisse as investigações
—, a sociedade, a imprensa e o conjunto
dos deputados ficaram extremamente frustrados
e decepcionados mais uma vez com a Assembleia
Legislativa e, no caso, com os trabalhos
do CE. “ Nada se apurou de fato, porque
não houve empenho da base governista para
se investigar absolutamente nada nem ouvir
pessoalmente ninguém ”, disse Giannazi,
referindo -se aos depoimentos por escrito
enviados ao Conselho, que nada explicaram,
pelos deputados Bruno Covas e Roque Barbiere,
este autor das denúncias.
Giannazi participou de todas
as reuniões do Conselho de Ética mesmo não
sendo membro titular. Nelas apresentou requerimentos
pedindo a convocação de deputados e de membros
do poder executivo para que comparecessem
na ALESP a fim de explicar supostos envolvimentos
em irregularidades relacionadas às emendas
parlamentares. “A tropa de choque do Palácio
dos Bandeirantes blindou a todos que poderiam
dar depoimentos importantes no Conselho
de Ética”, argumentou.
O próximo passo da Oposição,
da qual Giannazi faz parte, é colher mais
2 assinaturas de deputados para que a Casa,
com as 32 assinaturas regimentais, possa
instalar a CPI da Venda das Emendas.
O parlamentar também acionou
o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para
investigar as denúncias.
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