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Deputado
na luta contra desapropriações
30
Janeiro de 2009
O
Deputado Carlos Giannazi participou, no
último dia 29, de uma audiência pública
realizada pela Secretaria Municipal do Verde
e do Meio Ambiente da cidade de São Paulo
para debater o Estudo e o Relatório de Impacto
Ambiental para o licenciamento ambiental
do Aeroporto de Congonhas.
Além
da participação de representantes da Infraero
e de alguns parlamentares, o evento contou
com a participação de diversos moradores
e entidades da zona sul que, no geral, se
colocaram criticamente contra a permanência
e a ampliação do aeroporto. Para a população
local, o forte tráfego de aviões há muito
vem trazendo transtornos para a saúde pública
em razão da poluição do ar e sonora, além
do risco sempre eminente de desastre aéreo.
Na
sua intervenção durante a audiência pública,
o deputado Carlos Giannazi disse que o Aeroporto
de Congonhas é um verdadeiro porta-aviões,
um barril de pólvora que pode explodir a
qualquer momento, colocando em risco a vida
dos moradores dos diversos bairros da região
e dos passageiros e funcionários das empresas
aéreas. Disse ainda que o estudo ambiental
apresentado, além de ser altamente questionável
do ponto de vista da sua metodologia e dos
aspectos técnicos, foi apresentado num momento
em que as três esferas de governo - federal,
estadual e municipal - apresentam a proposta
de ampliar o aeroporto na parte da cabeceira
do Jabaquara, desapropriando mais de dois
mil imóveis do bairro, onerando milhares
de pessoas.
O
parlamentar frisou que a cidade de São Paulo
vive um verdadeiro caos urbano, um colapso,
uma estagnação no seu crescimento, representado
pela falta de espaço, excesso de automóveis
e de trânsito, falta de transporte público
etc. Por isso o aeroporto deveria sofrer
uma restrição radical do numero de vôos.
Para ele a solução seria a construção de
um novo aeroporto na grande São Paulo com
uma eficiente ligação com a capital através
de metro e trem.
O
deputado anunciou a realização de uma audiência
publica, com moradores e entidades, para
organizar a resistência contra a ampliação
do aeroporto de Congonhas e as desapropriações
de mais de duas mil casas na região do Jabaquara.
A audiência será realizada no dia de 17
de fevereiro, às 19hs no auditório Teotônio
Vilela da Assembleia Legislativa.
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