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Advogados
se aliam a favor da diversidade sexual
15
de dezembro de 2010
fonte:
Diário Oficial
Da
Redação - Paulo Meirelles

Foto:
Lígia Conti e Carlos Giannazi

O
auditório Teotônio Vilela, na Assembleia
Legislativa, abrigou nesta terça-feira,
14/12, a apresentação pública do Grupo de
Advogados pela Diversidade Sexual (GADVS).
Ligia
Almeida Conti, coordenadora do grupo, afirmou
que a reunião teve por objetivo informar
à sociedade e à comunidade LGBT (lésbicas,
gays, bissexuais, transgêneros) que este
grupo de advogados existe e está atuando
a favor da diversidade sexual, através de
palestras, orientações e apoio a iniciativas
legislativas que visem garantir direitos
e combater os crimes homofóbicos.
A
coordenadora conta que a princípio o grupo
pensava em atuar junto a Comissão de Direitos
Humanos da OAB/SP, mas que não sentiram
abertura nem apoio, e por isso decidiram
atuar como um grupo independente.
Formado
há seis meses por 21 advogados, o grupo
quer também produzir uma cartilha com orientações
jurídicas, já que constatou que a comunidade
LGBT está muito mal informada sobre seus
direitos.
"É
preciso evoluir muito em termos legais,
ainda não são reconhecidas as uniões homoafetivas,
e apesar dos avanços, como a inclusão do
companheiro ou companheira no imposto de
renda, a receita exige uma união estável
de cinco anos, muito mais do que é exigido
por um casal hetero. Ainda há muito que
se fazer", afirmou Ligia.
Um
dos participantes da reunião pública, o
presidente do Sindicato dos Advogados de
São Paulo, Carlos Duarte, ressaltou que
a entidade apoia as ações a favor da aprovação
da lei que criminaliza a homofobia e é a
favor da conquista de direitos como adoção,
casamento e de propriedade.
O
deputado Carlos Giannazi (PSOL), que teve
a iniciativa de promover esta reunião pública,
afirmou que tem a preocupação de propiciar
este debate, pois as instituições no Brasil
são extremamente homofóbicas e é necessário
apoiar este movimento de advogados, que
é a favor do respeito à diversidade sexual.
"Outro
aspecto fundamental é levar este debate
para as escolas. Hoje o tema da sexualidade
já está presente no currículo escolar e
dentro deste tema é preciso discutir a homossexualidade,
pois a homofobia começa na mais tenra idade,
pois há uma cultura homofóbica que é repassada
para a criança. A escola pode dar uma grande
contribuição para superar a homofobia, o
preconceito e a intolerância", afirmou.
O deputado destacou ainda que há perto de
dez projetos em tramitação na Casa que buscam
valoriza a vida através do respeito à diversidade,
mas que têm encontrado resistência por parte
dos parlamentares. "Esses deputados
se dizem evangélicos, mas eu não acredito
que sejam, pois os verdadeiros evangélicos
não têm este tipo de comportamento de obstruir
projetos que valorizam a vida. Nosso empenho
é a favor da aprovação do PLC 122/2006,
que pune com rigor os crimes homofóbicos,
e a favor do respeito à diversidade",
concluiu.
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