.
Giannazi
e Movimento LGBT discutem violência da PM
contra Parada Gay em Santo André
Mandato
promove reunião com secretário da Segurança
Pública e também questiona sobre as investigações
dos crimes contra homossexuais em Carapicuíba
26
de fevereiro de 2010

Carlos Giannazi (à esq.
de gravata) e demais participantes da reunião,
em conversa com o secretário
Presidente da Frente Parlamentar em Defesa
dos Direitos da Comunidade LGBT na Assembleia
Legislativa, o deputado Carlos Giannazi
reuniu-se, no dia 23 de fevereiro, com o
secretário estadual da Segurança Pública,
Antonio Ferreira Pinto, na sede da secretaria.
Estavam no encontro Marcelo Gil, presidente
e fundador da ONG Ação Brotar pela Cidadania
e Diversidade Sexual (ABCD´S) e representante
da organização da Parada do Orgulho LGBT
de Santo André; Ricardo Ferreira, ativista
do movimento LGBT na região e Rubens Carsoni,
assessor parlamentar.
Giannazi, Gil e Ferreira
levaram ao conhecimento do secretário as
lamentáveis e homofóbicas atitudes violentas
originadas das ações de policiais militares
que agrediram, em 2008 e 2009, participantes
das duas edições da respectiva Parada. O
intuito deles, por meio do mandato — por
eles procurado em função da longa trajetória
de lutas pelo respeito à diversidade sexual,
entre outras —, foi pedir explicações e
solicitar que a polícia entre na organização
da próxima Parada, programada para acontecer
no dia 25 de abril de 2010, como parceira
no evento.
O deputado relatou ao secretário
que o movimento LGBT tem-se organizado de
maneira ordeira em eventos como a Parada
Gay que ocorre anualmente na Av. Paulista,
sem que haja confrontos entre participantes
e o policiamento. Da sua parte Antonio Ferreira
Pinto afirmou que tomará todas as providências
para que a Parada de Santo André ocorra
sem constrangimentos ou ações violentas.
Ele se empenhou em orientar e conversar
com o comando do policiamento da região.
Outro assunto importante
tratado pelo parlamentar foi sobre os crimes
contra 14 homossexuais ocorridos no Parque
dos Paturis, em Carapicuíba, entre o final
de 2008 e começo de 2009. À época Giannazi
acompanhou de perto o caso e pediu uma rápida
e rigorosa investigação, por parte da Polícia
Civil, para esclarecer a série de assassinatos.
Segundo o secretário, o inquérito ainda
está aberto e as investigações continuam
apesar da prisão de um suspeito.
“O encontro foi de suma
importância para o movimento que organiza
a Parada. Agora podemos fazer uma festa
com segurança e ter a PM como parceira”,
comentou Marcelo Gil.
|