DPME
continua maltratando servidores, afirma
Giannazi
Deputado
faz mais uma vistoria no órgão e grava depoimento
para a TV Assembleia denunciando o mau trato
ao funcionalismo; MPE investiga denúncias
16
de abril de 2010

Parlamentar
conversa com usuários do DPME e colhe as
denúncias do funcionalismo
O
professor e deputado Carlos Giannazi esteve,
no dia 16 de abril, mais uma vez no Departamento
de Perícias Médicas do Estado (DPME) — órgão
subordinado à Secretaria de Gestão — para
checar e coletar mais denúncias de servidores
que passam por inúmeros constrangimentos
e maus tratos protagonizados pelo péssimo
atendimento do departamento.
Ao
entrar para conversar com as pessoas dentro
do DPME e confirmar as reclamações, ele
foi informado que a Policia seria chamada
para impedi-lo de exercer sua prerrogativa
como deputado estadual, que é também de
fiscalizar o funcionamento dos serviços
públicos em qualquer região do estado de
São Paulo. Mesmo com a presença da PM, o
deputado não abriu mão de sua função pública
parlamentar e manteve-se no local. No momento
ele gravava uma reportagem para ser exibida
na TV Assembleia.
Giannazi
conversou com muitos funcionários públicos
que estavam presentes e viu a precariedade
com que são tratados quando precisam de
um laudo, uma perícia, etc. Não à toa, por
meio de iniciativas do mandato há duas ações
investigativas contra o órgão sendo feitas
pelo Ministério Público Estadual e o parlamentar
também já protocolou um pedido de CPI do
DPME na Assembleia Legislativa, este aguardando
aprovação. Há ainda centenas de Ofícios
encaminhados pelo gabinete do parlamentar
pedindo soluções aos descasos com os servidores.
“Manter,
por autoritarismo e mau atendimento, servidores
adoentados ou com baixa capacidade laborativa
na ativa não encontra, em nenhum lugar,
uma justificativa plausível”, argumenta
Giannazi, que apresentou na mesma data desta
diligência o Projeto de Lei 338/10, que
propõe novas normas administrativas para
o funcionamento do Departamento de Perícias
Médicas do Estado como o fim do abuso de
autoridade e dos atrasos nos procedimentos,
a humanização no atendimento, mais transparência
e competência ao órgão.


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