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Assembleia
Legislativa aprova projeto que prejudica
a aposentadoria de 40 mil advogados contribuintes
do IPESP
21 de Maio de 2009

No
Plenário, Carlos Giannazi faz críticas ao
projeto que extingue a carteira do IPESP,
enquanto é observado pelo presidente da
OAB-SP, dr. Flávio D´Urso
Mesmo com a forte oposição
da bancada do PSOL, que utilizou todos os
recursos regimentais para impedir a votação,
foi aprovada no dia 20/05 a emenda aglutinativa
ao PL 236/09, do governador José Serra,
que extingue a carteira de previdência dos
advogados do IPESP.
A proposta aprovada, que
declara a carteira em extinção e liquidação
até a existência do ultimo aposentado, eleva
para 70 anos a idade mínima de aposentadoria,
aumenta o tempo de contribuição e o tempo
de inscrição na OAB, retira o salário mínimo
como indexador do reajuste, onera em mais
de 100 % as contribuições e tira do estado
a responsabilidade com relação à gestão
e, principalmente, a garantia financeira
da carteira. Além disso a emenda aglutinativa
ao projeto, assinada por todos os partidos
da Casa — exceto o PSOL — , autoriza que
o contribuinte desista da carteira e retire
de 60% a 80% do que investiu.
Muitos acreditam que, com
a aprovação das novas regras, a carteira
não terá mais viabilidade financeira e que
parte significativa de contribuintes fará
a retirada do que investiu até agora. “O
governo estadual, de uma forma maquiavélica,
esvaziou a carteira dos advogados jogando
a responsabilidade e o ônus da extinção
para os próprios advogados”, disse o deputado
Carlos Giannazi, coordenador da Frente Parlamentar
em Defesa dos Direitos dos Advogados Contribuintes
do IPESP, afirmando ainda que esta aprovação
do projeto representou um verdadeiro calote
e estelionato contra 40 mil advogados e
advogadas.” Está ocorrendo uma afronta ao
princípio constitucional da segurança jurídica,
ao estado democrático de direito, ao direito
à aposentadoria e ao direito adquirido”,
reiterou ele enquanto tentava convencer
os deputados a rejeitarem a proposta do
projeto em votação.
No entanto Giannazi assegurou
que, assim que o projeto de lei for sancionado
pelo governador, ele pretende apresentar
imediatamente um novo projeto alterando
todos os artigos nocivos à carteira dos
advogados, a fim de resgatá-la, e junto
com advogados, com a Associação de Defesa
dos Direitos Previdenciários dos Advogados
do Estado de São Paulo (ADDPA) e a Federação
das Associações de Advogados do Estado de
São Paulo (FADESP) ainda pretende promover
medidas judiciais como Antecipação de Tutela
e uma Ação Direta de Inconstitucionalidade
(ADIN).
O deputado também argumentou
sobre a importância do trabalho de mobilização
feito pela ADDPA com o objetivo de salvar
a carteira. “ A ADDPA é, sem dúvida nenhuma,
a força viva dos advogados que foram para
a ALESP, montando inclusive um acampamento
a fim de convencer os deputados a defenderem
a aposentadoria dos profissionais da advocacia
paulista”.
Dos 94 deputados da Assembleia
Legislativa de São Paulo apenas Carlos Giannazi
e Raul Marcelo votaram contra o projeto
de emenda aglutinativa.
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