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Corte
criminoso no orçamento do Judiciário preocupa
deputado
07
outubro de 2010
O deputado Carlos Giannazi,
autor do requerimento da CPI do Judiciário
– que já conta com 30 assinaturas faltando
apenas mais duas para sua aprovação – ,
denunciou na tribuna da Assembleia Legislativa,
no dia 05 de outubro, o corte promovido
pelo governador Goldman nos recursos originalmente
destinados ao Poder Judiciário.
De acordo com a peça orçamentária
de 2011, do valor inicial de R$ 12,3 bilhões
à Justiça paulista, o Palácio dos Bandeirantes
cortou pela metade esse orçamento, que chegou
à Assembleia Legislativa no patamar de R$
5,3 bi. “Não haverá a mínima possibilidade
de reajuste para os servidores, nem os 4,77%
acordados entre as entidades representativas
dos servidores do Judiciário e o Tribunal
de Justiça. Se o orçamento for votado dessa
maneira, provavelmente esse acordo não será
cumprido e, mais uma vez, os servidores
públicos serão vítimas de um golpe patrocinado
pelo governo de São Paulo”, alertou Giannazi,
que vê no corte um ato criminoso e brutal.
O parlamentar garantiu publicamente
que apresentará emendas para restituir o
valor originalmente acordado e defendeu
que os servidores da Justiça tenham seus
direitos trabalhistas, o seu reajuste, e
as suas reivindicações básicas e elementares
minimamente atendidos. Também frisou que
o corte afetará a construção de novos fóruns
(os já autorizados como o de M’Boi Mirim,
Capela do Socorro e São Mateus, por exemplo)
e, mais uma vez, que o Orçamento do estado
não contemplará satisfatoriamente as áreas
sociais como a Educação, Segurança e Saúde.
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