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Folha
deve explicações à população e aos servidores
do Judiciário
Para Giannazi o TJ, o Poder
Executivo e deputados bajuladores da magistratura
temem a CPI
31
de dezembro de 2010
O jornal Folha de S. Paulo
deixou de publicar, no dia 17 de dezembro,
uma matéria de interesse da população paulista
e dos funcionários do Poder Judiciário na
qual o repórter Fernando Gallo noticiava
a retirada de duas assinaturas — de deputados
da base governista — da CPI do Judiciário,
proposta e protocolada pelo deputado Carlos
Giannazi para investigar as denúncias contra
a magistratura paulista.
Na edição que circulou no
estado de São Paulo e no Distrito Federal
(a Folha adota o critério editorial de publicar
versões diferentes do jornal nestas localidades),
no lugar da reportagem intitulada "Pressão
de juízes barra CPI sobre TJ-SP", o
jornal chegou aos leitores com outra notícia,
no caso informando uma ainda eventual cotação
do então reitor da UNESP para o cargo de
secretário da Educação no governo Alckmin
(leiam abaixo).
As
entidades foram alertadas pela assessoria
do deputado para o fato e muitas escreveram
à Folha questionando o motivo de uma relevante
notícia como o golpe sofrido, dentro da
Assembleia Legislativa, por uma Comissão
Parlamentar de Inquérito, ter sido publicada
na edição nacional do periódico e não na
‘praça’ de interesse natural pelo assunto.
“Cabe um questionamento ao jornal sobre
os motivos que o levaram a essa decisão”,
argumenta Giannazi, que vê nessa edição,
independentemente de critérios editoriais,
uma ‘estranheza a ser explicada’.
Pág
8 do jornal Folha de S.Paulo ( edição nacional
)

Pág
8 do jornal Folha de S.Paulo ( edição SP
e DF )

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