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Deputado
presta solidariedade e apoio às reivindicações
dos servidores da Justiça
Giannazi
já reúne assinaturas dos outros parlamentares
para a instalação da CPI do Judiciário
16
de junho de 2010

| Na
reunião feita com juízes auxiliares,
Giannazi pediu que a alimentação voltasse
a ser servida ´por ocasião da ocupação;
deputado defendeu ainda a legitimidade
do movimento e a forma de luta dos
servidores |
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O
deputado estadual Carlos Giannazi esteve
dentro do Fórum João Mendes na quinta-feira,
dia 10 de junho, durante a ocupação pacífica
ocorrida um dia antes e organizada pelos
servidores da Justiça, que foram desumanamente
forçados a se desmobilizarem e sair por
volta das 12h já na sexta-feira por conta
da fome imposta pela proibição da entrada
de alimentos, ordenada pela presidência
do Tribunal de Justiça.
Os
trabalhadores do judiciário estão paralisados
desde o dia 28 de abril e decidiram pela
ocupação por causa da decisão do Órgão Especial
do Tribunal de Justiça, que determinou o
desconto, no salário, dos dias parados,
contrariando, segundo líderes do movimento,
a Resolução 520 do próprio TJ. Eles reivindicam
um reajuste de 20,16%, além da suspensão
deste desconto nos vencimentos.
Enquanto
esteve com os funcionários dentro do fórum
(cerca de 3 horas) Giannazi tentou, a todo
tempo e por telefone, negociar diretamente
com o presidente do TJ, Antonio Carlos Viana
Santos, a liberação da entrada de alimentos,
água e remédios, tudo barrado pela Polícia
Militar e pela empresa de segurança terceirizada
do prédio, à qual os manifestantes acusaram
ter estragado pizzas entregues por debaixo
da porta principal. Antes de deixar as instalações
e procurá-lo pessoalmente no Palácio da
Justiça, o deputado foi recebido pelo diretor
do FJM.
Já acompanhado de outros parlamentares,
Giannazi participou de uma tensa reunião
com os juízes auxiliares do TJ na qual ele
insistiu pelo ‘gesto de grandeza’ do tribunal
em liberar a comida. “É contra a dignidade
humana o que o Tribunal de Justiça fez com
os trabalhadores”, argumentou ele durante
o encontro e também em seu pronunciamento
junto às centenas de servidores postados
em frente do fórum, na Praça João Mendes.
A negociação não avançou, por parte do TJ,
e os trabalhadores optaram não só pela continuidade
da paralisação mas também pela ocupação,
esta mantida até o limite (dia 11 de junho).
Clamor
por transparência
O
parlamentar já está colhendo assinaturas
para a CPI do Judiciário proposta por ele,
a fim de averiguar denúncias, feitas pelos
servidores do judiciário, referentes a benefícios
usufruídos por autoridades judiciais do
estado de São Paulo como auxílios financeiros
e salários extraordinários, além da falta
de transparência no uso do bilionário orçamento
destinado ao Poder Judiciário. Giannazi
disse também que levará o caso ao Conselho
Nacional de Justiça e para as Cortes internacionais.
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