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Controle
público e indiciamento de Wilson Sandoli
constam no relatório final da CPI do ECAD
Vice-presidente
da Comissão, Carlos Giannazi foi autor do
requerimento de convocação de Sandoli, que
se recusou a responder a indagações de integrantes
da CPI durante reunião; relatório pede maior
controle público e deputado apoia a criação
do Conselho Estadual de Direitos Autorais
01
de Maio de 2009
A
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)
do ECAD, criada entre outros motivos para
apurar denúncias de irregularidades praticadas
pelo Escritório Central de Arrecadação e
Distribuição (Ecad) — quanto à falta de
critérios na cobrança de direitos autorais
— e defender os compositores que não recebem
direitos autorais ou que são irregularmente
remunerados pela entidade, apresentou seu
relatório de conclusão dos trabalhos no
dia 15 de abril e dentre as medidas preconizadas
nele há uma que pede o indiciamento de Wilson
Sandoli (ex- presidente da Ordem dos Músicos
do Brasil e presidente do Sindicato dos
Músicos Profissionais do Estado de São Paulo)
por ter se recusado a responder as perguntas
a ele dirigidas, principalmente pelo deputado
Carlos Giannazi, numa das reuniões. O relatório
ainda ‘solicita ao Ministério Público do
Trabalho que promova uma rígida fiscalização
dos procedimentos do referido sindicato
e ainda encaminha oficio ao Delegado Geral
de Polícia Civil do Estado de São Paulo
para apurar as denúncias’.
Conclusão
e medidas
O
Ecad, de acordo com o relatório, ‘exorbitou
das suas obrigações financeiras, legais
e estatutárias, dando origem a irregularidades
e indícios de ilícitos penais como falsidade
ideológica, sonegação fiscal, apropriação
indébita, enriquecimento ilícito, formação
de quadrilha, formação de cartel e abuso
de poder econômico’.
Neste
cenário, dentre as medidas propostas pelo
relatório estão um encaminhamento às autoridades
federais para que criem uma entidade pública
nacional reguladora do direito autoral no
país que normatize os critérios para a arrecadação
e distribuição dos direitos autorais resultantes
da execução pública musical, e que fiscalize
a atuação do ECAD e das associações, que
lhe deverão prestar contas.
A
Comissão também apresentou um Projeto de
Lei criando, no âmbito da Secretaria de
Estado de Cultura, o Conselho Estadual de
Direitos Autorais (Ceda). Para Giannazi
essa proposta foi uma das maiores contribuições
da CPI para fiscalizar o Ecad no estado
de São Paulo. Ele pondera que os compositores
não têm o controle sobre o que é arrecadado
pelas associações que compõem o Ecad e nem
sobre o que é distribuído.
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