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Audiência
Pública organizada por Giannazi discute
decisão do STF sobre fim do registro da
OMB
13
de setembro de 2011

Debate promovido pelo mandato
esclareceu as decisões favoráveis do Supremo
contra a obrigatoriedade de filiação à OMB
O
mandato do deputado Carlos Giannazi organizou
uma audiência pública na ALESP no dia 13
de setembro com o intuito de debater a decisão
tomada por unanimidade no Supremo Tribunal
Federal no dia 01 de agosto, que aprovou
a não obrigatoriedade da filiação de um
músico à Ordem dos Músicos do Brasil.
O
deputado é defensor da decisão e disse no
encontro que a votação dos ministros do
STF abre uma jurisprudência importante para
que outros possam recorrer à Justiça contra
o pagamento compulsório e barrar a fiscalização
imperiosa da OMB. Nesse sentido, Giannazi
ressaltou ainda a importância da aprovação
da ADPF 183, resultado de uma Representação
ao Ministério Público Federal feita pelo
seu mandato e que pleiteia a revogação de
vários artigos da Lei 3857/60 (que criou,
em 1960, a OMB), impedindo a Ordem de cobrar
anuidade, fiscalizar e disciplinar o trabalho
dos músicos. “O mandato não age pelo seu
próprio arbítrio e sim orientado pelas inúmeras
e graves denúncias de músicos paulistas
que não se sentem representados pela Ordem,
são achacados pela autarquia, não desejam
mais serem obrigados a se filiarem a ela
para poderem trabalhar e que, por isso,
vem recorrendo à Justiça, que por sua vez
está decidindo que a lei que criou a OMB
não foi recepcionada pela Constituição Federal
de 1988”, disse Giannazi. Sustentando o
objeto da audiência pública, advogados presentes
explicaram, lendo trechos de votos de ministros
do Supremo, a coerência de tais decisões
à luz constitucional.
Na
esfera estadual Giannazi já apresentou projetos
de lei relacionados à defesa dos músicos,
à valorização da profissão e de estímulo
ao mercado de trabalho. O projeto de lei
940/2009 institui incentivo fiscal a ser
concedido a bares, restaurantes, casas noturnas
e similares, bem como aos condomínios de
shoppings que incentivem a realização de
eventos culturais com música ao vivo durante
suas atividades de funcionamento. O PL 842/2008
dispõe sobre aulas de música no currículo
das escolas públicas de Educação Básica
no estado de São Paulo. O parlamentar também
é autor do PL 214/09, que veda a exigência
de comprovação de inscrição na OMB para
expedição de notas contratuais, e do PL
223/09, que declara livre o exercício da
profissão de músico em todo o território
paulista.
Ao final Giannazi reafirmou o compromisso
de que solicitará uma nova audiência com
o ministro Carlos Ayres Britto, relator
da ADPF 183, para pedir a sua votação em
caráter de urgência já que está toda instruída
e com pareceres favoráveis da Advocacia
Geral da União (presidência da República),
da Procuradoria Geral da República (Ministério
Público Federal) e das presidências do Senado
e da Câmara Federal. No dia 18 de agosto
o deputado já enviara um Ofício ao ministro
pleiteando essa celeridade.
Apoio
total aos músicos
Depois
de reiteradas decisões de tribunais regionais,
o mandato do deputado Carlos Giannazi, por
meio de sua assessoria jurídica, obteve
no dia 22 de agosto vitória na apreciação
do mandado de segurança para a banda Bee
Gees One Cover, que corroborou entendimento
da ministra Ellen Gracie do STF acerca da
não obrigatoriedade de registro ou licença
prévia para o exercício da atividade de
músico, garantindo assim o livre exercício
desta profissão e restringindo, de uma vez
por todas, as atividades inconstitucionais
promovidas pela OMB. Ainda criou o Disque-Denúncia
— (11) 3886-6686 — para receber todas as
reclamações feitas por músicos, escolas
e professores de música, compositores e
até de igrejas contra o assédio da Ordem.
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