.
Músicos
de Campinas querem mais investimentos em
Cultura
26
de abril de 2010

| Giannazi
(centro), entre os músicos da Associação,
reforça o pleito por mais |
| investimentos
do poder executivo na área da Cultura
|
Coordenador,
na Assembleia Legislativa, da Frente Parlamentar
em Defesa dos Músicos e Compositores do
Estado de São Paulo, o professor e deputado
Carlos Giannazi esteve presente, no dia
23 de abril, em um encontro com músicos
na Câmara Municipal de Campinas. A finalidade
desta reunião foi organizar a luta por mais
investimento na diversidade cultural da
cidade, marcada pela falta de políticas
públicas nessa área tão importante para
a construção da cidadania, da identidade
cultural da população e também do emprego
e renda.
Os integrantes da Associação
dos Músicos de Campinas, que organizaram
o evento com o parlamentar, fizeram um diagnóstico
sombrio do abandono e da falta de recursos
para projetos de Cultura, sobretudo na valorização
dos artistas do município, que têm um grande
potencial mas, por falta de oportunidades,
não conseguem viabilizar o seu trabalho
na cidade, sendo obrigados a migrarem a
outras regiões distantes para tanto.
Giannazi argumentou que
a municipalidade tem a obrigação constitucional
de investir na diversidade cultural local,
contemplando as várias áreas da produção
artística, inclusive com transparência na
distribuição dos recursos públicos. “Vamos
entrar em contato com o prefeito e o secretário
de Cultura para convencê-los dessa proposta”,
disse o parlamentar, que também falou sobre
a luta contra a Ordem dos Músicos do Brasil,
que vem prejudicando os músicos e dificultando
o trabalho deles através da exigência da
carteira da OMB e da nota contratual.
Na oportunidade o deputado
comentou sobre a Lei Estadual 12.547/07,
que desobriga o músico a apresentar a carteira
da OMB para trabalhar e que está em pleno
vigor no estado. Giannazi também relembrou
a Ação que corre no Supremo Tribunal Federal
(ADPF 183), que está para ser julgada em
plenário, pedindo a revogação de vários
artigos da Lei 3857/60 que criou a OMB,
o que na prática significará que a mesma
deixe de fiscalizar e cobrar anuidade e
nota contratual dos músicos brasileiros.
|