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Procuradoria
Geral da República acata Representação de
Giannazi e vai ao STF contra assédio da
Ordem dos Músicos
17
de Julho de 2009

Giannazi
(à dir.), acompanhado do assessor Rubens
Carsoni, protocolou pessoalmente a Representação
A procuradora-geral da República,
Deborah Duprat, acatou uma Representação
protocolada no Ministério Público Federal
no dia 3 de junho pelo deputado estadual
Carlos Giannazi, que foi vice-presidente
da CPI do ECAD na Assembleia Legislativa
de São Paulo. Na ação o parlamentar pedia
que o MPF entrasse no Supremo Tribunal Federal
(STF) com uma Arguição de Descumprimento
de Preceito Fundamental (ADPF) visando suspender
vários artigos da Lei Federal 3.857/60,
que criou a Ordem dos Músicos do Brasil.
E foi isso que a procuradora
fez no dia 15 de julho, ao entender também
que os artigos questionados pelo deputado,
que é presidente da Frente Parlamentar em
Defesa dos Músicos e Compositores do Estado
de São Paulo, não foram recepcionados pela
Constituição Federal de 1988, que garante
no seu artigo 5º a liberdade do exercício
profissional. “Tais artigos dessa legislação
são anacrônicos, estão superados e não podem
servir como instrumento de pressão para
obrigar os artistas que trabalham com música
a se inscreverem (na Ordem), sobretudo pagar
anuidades”, relatou Giannazi. Para ele,
a ação do Ministério Público é um passo
importante para que o músico brasileiro
exerça sua profissão de forma livre, sem
o assédio truculento da OMB, que prejudica
o seu trabalho cobrando não só a apresentação
da carteira da Ordem como a nota contratual.
O deputado criou o Disque-Denúncia
na ALESP (11) 3886-6686 para receber todas
as denúncias feitas por músicos, compositores,
professores de música, escolas e igrejas
vítimas do assédio da OMB. Além disso ele
é autor do projeto de lei (PL 214/09), que
veda a exigência de comprovação de inscrição
na OMB para expedição de notas contratuais,
e do PL 223/09, declarando livre o exercício
da profissão de músico em todo o território
paulista
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