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Ordem
dos Músicos reconhece vigência da Lei
20
de Março de 2009
Na
última reunião da CPI do ECAD na Assembleia
Legislativa, realizada na quinta-feira,
dia 19 de março, o deputado Carlos Giannazi
— vice-presidente da Comissão Parlamentar
de Inquérito e coordenador da Frente Parlamentar
em Defesa dos Músicos e Compositores do
Estado de São Paulo — obteve de Roberto
Bueno, presidente da Ordem dos Músicos do
Brasil " Conselho Regional de São Paulo”
o depoimento oficial dele atestando que
a Lei Estadual 12.547/07, que desobriga
o músico a apresentar a carteira da OMB
para trabalhar, está em pleno vigor no estado.
Dias antes o procurador da ALESP, Carlos
Roberto Dutra, disse que a os artigos da
lei de 1960, que criou a Ordem e exigem
a carteira para o exercício profissional,
não foram recepcionados pela Constituição
Federal de 1988, que garante em seu artigo
5º a liberdade do exercício profissional.
“Trata-se
de uma ilegalidade, uma coerção que a Ordem
pratica ao interromper apresentações, ao
vivo, de músicos que não portam a carteira
ou que estejam inadimplentes com a instituição.
Pior quando isso se faz usando a polícia,
como denunciado ao gabinete por vários artistas”,
revelou o deputado.
De
acordo com matéria publicada no Diário Oficial
do dia 20 de março, “Roberto Bueno afirmou
que, quando assumiu a Ordem dos Músicos,
a situação da instituição era de descalabro,
com diversas irregularidades, inclusive
com o desvio de verbas, mas que aos poucos
a atual diretoria está tomando as providências
necessárias para sua regularização, inclusive
através de medidas judiciais. Afirmou que
a Ordem busca no momento regularizar a situação
dos músicos em seus diversos locais de trabalho,
não através de uma ação coercitiva, mas
de esclarecimento”.
Na
mesma reunião, no entanto, Giannazi questionou
o presidente da OMB sobre a ação dos fiscais.
O executivo sustentou que pode ter acontecido
algum excesso, mas que “a orientação é quanto
à regulamentação da atividade e não sobre
a filiação à Ordem.”
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