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Carlos
Giannazi organiza ato contra cobrança de
pedágio no Rodoanel
Parlamentar
distribuiu informativo aos motoristas explicando
inconstitucionalidade da arrecadação e pediu
apoio ao projeto de lei, de sua autoria,
que anula o decreto de Serra que liberou
pedágio no anel viário.
18
Dezembro de 2008

No
primeiro dia de cobrança de pedágio no Rodoanel
(17/dezembro), o deputado estadual Carlos
Giannazi esteve na praça de cobrança, erguido
pela concessionária, situado na alça de
saída da Rodovia dos Bandeirantes, sentido
interior.
Acompanhado
por moradores da região de Perus (bairro
paulistano vizinho que teme pelo desvio
que motoristas farão para ‘fugir’ dessa
taxação) e da imprensa, Giannazi panfletou
por quase duas horas e pode ouvir as inúmeras
reclamações dos condutores de veículos que
por lá passaram. No comunicado que distribuiu,
o parlamentar explica que a cobrança fere
a legislação estadual ainda vigente e pede
que os cidadãos escrevam ao Ministério Público
e pressionem os demais deputados paulistas
a aprovarem um projeto de lei, de sua autoria,
que põe fim àquele pedágio.
Histórico
O deputado Carlos Giannazi,
líder da bancada do PSOL na Assembléia Legislativa
de São Paulo, protocolou no dia 11 de dezembro
no Ministério Público (Promotoria da Justiça
e Cidadania) uma Representação para impedir
o funcionamento das 13 praças de pedágio
no Rodoanel, Trecho Oeste.
O parlamentar argumenta,
neste pedido, que há uma legislação ainda
vigente (Lei Estadual 2481 de 31 de dezembro
de 1953) cujo artigo 1º, § 8º, diz que “não
serão instalados postos de cobrança da taxa
de pedágio dentro de um raio de 35 quilômetros,
contados do Marco Zero, desta capital”.
Também de acordo com deputado,
a cobrança de tarifa no Rodoanel, mesmo
que contrarie a legalidade, “causará um
verdadeiro caos no trânsito da capital,
pois muitos motoristas desviarão suas rotas
para não arcarem com o pagamento de pedágio”.
Há um ano (11/12/97) ele protocolou na ALESP
um Projeto de Decreto Legislativo (PDL 91/07)
pedindo a revogação do Decreto 52.036/07,
do governador José Serra, que então autorizava
a instalação de praças de pedágio nesta
rodovia.
“É inconcebível que uma obra recente, construída
com o dinheiro público, seja entregue para
a iniciativa privada que apenas fará algumas
sinalizações na pista e, em contrapartida,
terá lucros astronômicos”, afirma ainda
o deputado.
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