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Deputado
vai à Promotoria contra pedágio
11
Dezembro 2008
Daniel
Gonzales, daniel.gonzales@grupoestado.com.br
Com base em uma lei de 1953,
o deputado estadual Carlos Gianazzi, líder
do PSOL na Assembléia Legislativa, vai protocolar
hoje, no Ministério Público, representação
para impedir a cobrança de pedágios no Trecho
Oeste do Rodoanel Mário Covas, prevista
para começar ainda neste mês. A cobrança
começaria na segunda, mas deve atrasar.
A lei de 55 anos, “que nunca
foi revogada e portanto ainda está plenamente
em vigor”, segundo o deputado, estabelece
que “não serão instalados postos de cobrança
de taxa de pedágio dentro de um raio de
35 km, contados do marco zero da capital”.
O marco fica na Praça da Sé, no centro.
O Rodoanel, que deve ganhar
13 praças de pedágio em cinco rodovias (Bandeirantes,
Anhangüera, Castelo Branco, Raposo Tavares
e Régis Bittencourt) atinge uma distância
aproximada entre 20 km e 28 km em relação
à Sé, dependendo do trecho. A tarifa do
pedágio será de R$ 1,20.
Na noite de ontem, representantes
da CCR, empresa que lidera consórcio que
detém a concessão do Rodoanel, não foram
encontrados para comentar o assunto. Outros
pedágios já em operação, como os das marginais
da Castelo Branco, ficam a menos de 35 km
e, em teoria, já desrespeitam a lei.
Para Gianazzi, a cobrança
de pedágio no Rodoanel “causará um verdadeiro
caos no trânsito da capital, pois muitos
motoristas desviarão suas rotas’.
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