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Concessionária
Autoban tenta impedir marcha contra pedágios
na Anhanguera
Liminar
foi entregue por oficiais de justiça a Giannazi
e demais manifestantes no início da caminhada
09
de Novembro de 2009

Após
receber a liminar em mãos, Giannazi faz
pronunciamento defendendo a Constituição
As
centenas de pessoas que participaram da
marcha contra os pedágios no dia 07 de novembro
na altura do km 22,5 da Via Anhanguera foram
surpreendidas com a presença de dois oficiais
de Justiça que, acompanhados da Polícia
Militar, entregaram uma liminar proibindo
a manifestação naquele local. A caminhada
foi organizada pelo Movimento Social Perus
– Anhanguera – Santana do Parnaíba – Cajamar
junto a outras entidades.
O
deputado Carlos Giannazi, que participou
do ato e ajudou a divulgá-lo, se pronunciou
sobre a inconstitucionalidade da liminar,
pois ela violava o artigo 5º da Carta Magna
que garante a liberdade de manifestação
em espaços públicos. Somado a outros mandatos
que apoiam o movimento pelo fim dos pedágios
ilegais no estado de São Paulo, o parlamentar
se empenhará para entrar com um recurso
para cassar a liminar concedida à Autoban,
concessionária que administra a rodovia
Anhanguera.
“Não
vamos nos curvar ao poder econômico das
concessionárias e de setores da Justiça
que defendem os pedágios em prejuízo da
população”,disse o deputado.
Mesmo
com a liminar a marcha foi mantida e os
moradores de vários bairros da região como
Perus, Anhanguera e Jaraguá caminharam pela
marginal da rodovia até a praça de pedágio
localizada no km 26 da estrada, onde foi
realizado um ato com a presença de lideranças
de movimentos sociais, das comunidades eclesiais
de base e outros parlamentares. Pacífica
e democrática, a caminhada foi realizada
para defender o direito de ir e vir das
pessoas na região sem que, para acessar
um posto de saúde ou simplesmente comprar
algum alimento, tenham que desembolsar uma
tarifa pelo deslocamento motorizado como
ocorre hoje.
Prejuízo
sobre prejuízo
A
Autoban tentou impedir a manifestação, na
opinião do deputado, porque tem medo que
a população tenha consciência da farra dos
pedágios, dos seus efeitos danosos como
a bitributação, do altíssimo retorno financeiro
à empresa e do aumento do preço das mercadorias
e do custo de vida em todo o estado de São
Paulo. “A sociedade já paga impostos caríssimos
e o IPVA desembolsado pelos proprietários
de veículos já é direcionado para a manutenção
das estradas”, completou Giannazi.
Outra
forma de penalização aos moradores e trabalhadores
na região é que eles são preteridos no emprego
porque os empregadores não arcam com o aumento
no custo do transporte deles e profissionais
da Educação e da Saúde, por exemplo, não
querem trabalhar nos bairros e cidades desse
entorno do complexo da rodovia Anhanguera.
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