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Deputado
critica a privataria dos pedágios e anuncia
projeto em audiência na ALESP
02 de Junho de 2009
Giannazi, ao lado do promotor
Marcos Mendes Lyra e do diretor do sindicato,
João Batista Alves
Na Audiência Pública realizada
no dia 01/06 no Auditório Franco Montoro
da ALESP, o deputado Carlos Giannazi (PSOL)
fez um pronunciamento no qual criticou a
instalação indiscriminada de pedágios no
estado de São Paulo, tanto em rodovias estaduais
quanto nas federais que atravessam o estado.
Participaram da mesa o promotor de Justiça
de Barueri, Marcos Mendes Lyra, e João Batista
Alves, diretor do Sindicato dos Trabalhadores
de Transporte de Cargas de Osasco e Região.
Na plateia estavam os representantes de
associações de moradores de bairros e de
municípios cortados por praças de pedágio.
O parlamentar acredita que
uma grande mobilização popular, que encontre
apoio na ALESP, pode mudar o quadro e readequar
a política de transportes rodoviários. “Temos
que criar uma frente de resistência a essa
verdadeira farra nos pedágios”, disse ele,
que alertou para o grave fato de que ‘tudo
que se deixa nas cabines de cobrança é repassado
à população geral, a que tem e a que não
tem automóvel’. Segundo Giannazi, as empresas
as concessionárias lucram muito com a cobrança,
pois recebem a rodovia pronta, construída
com recursos públicos, e quase nada investem
nela.
Giannazi ainda lembrou do
anúncio, pelo governo, do início de cobrança
de pedágio nas rodovias Tamoios, Oswaldo
Cruz, Mogi-Bertioga e alguns trechos da
Rio-Santos. “Isso sem contar o Rodoanel,
feito para aliviar o trânsito e interligar
as rodovias já pedagiadas e que, absurdamente
e fora da lei, instalou mais de uma dezena
de praças no trecho já pronto (oeste)”,
criticou.
Na audiência o deputado
anunciou (e já protocolou) um projeto de
lei que assegura o direito, à livre circulação,
aos moradores de municípios cujo perímetro
situam-se praças ou postos de pedágio, sem
vias alternativas.
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