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Giannazi
critica vínculo do pagamento de bônus aos
resultados do INDIQUE
Os
professores da rede municipal serão prejudicados
com a medida, segundo o deputado e representantes
da categoria
30 de julho de 2011
O novo Índice de Qualidade
de Educação (INDIQUE), que segundo a Secretaria
Municipal de Educação da capital deverá
ser o indicador a servir de base de cálculo
do bônus a ser pago aos educadores em 2012,
recebeu duras críticas do professor e deputado
Carlos Giannazi. Para ele, mais uma vez
os profissionais da Educação serão prejudicados
por não terem salários dignos e pela responsabilização
diante de uma baixa qualidade de aprendizagem
dos alunos.
A SME, na opinião do parlamentar,
copia errada e tardiamente o que vem acontecendo
na rede estadual e já foi extinto na política
de remuneração dos professores das escolas
de Nova York, por exemplo. Para Giannazi,
bem como para o Sindicato dos Especialistas
de Educação do Ensino Público Municipal
de São Paulo (SINESP), o Sindicato dos Profissionais
em Educação no Ensino Municipal de São Paulo
(SINPEEM) e o Sindicato dos Professores
e Funcionários do Ensino Municipal de São
Paulo (APROFEM), além da ausência de diálogo
com a categoria faltam fundamentações minimamente
confiáveis sobre o ‘peso’ e tabulação de
quesitos como o perfil socioeconômico dos
estudantes de cada unidade e da prova São
Paulo na elaboração desta bonificação.
“Não
podemos aceitar que o bônus esteja atrelado
ao resultado da avaliação dos alunos, pois
sabemos que aprendizagem não depende apenas
do trabalho dos professores mas também de
variáveis socioeconômicas. Tudo isso sem
contar, ainda, que os aposentados e pensionistas
continuam sendo prejudicados porque não
terão acesso ao bônus”, disse Giannazi,
que é membro efetivo da Comissão de Educação
da Assembleia Legislativa.
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