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Prefeitura
de São Paulo pune, de forma covarde e autoritária,
professoras que lutaram contra fechamento
de salas de aula
22
de julho de 2011
Foi
publicada no Diário Oficial do Município
no dia 22 de julho, na página 41, a suspensão
por 30 dias das professoras Arlete Aparecida,
Ana Angélica e Maria Lúcia, da EMEF Edson
Rodrigues, Diretoria de Educação Jaçanã/
Tremembé. As docentes foram punidas, inclusive
com prejuízos salariais, por terem lutado
em 2006 contra o fechamento de salas de
Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Em
retaliação a essa digna luta, a Secretaria
Municipal de Educação abriu processo administrativo
que resultou na perversa e injusta punição.
“Ao invés de serem homenageadas por defenderem
os alunos e o acesso ao ensino, as professoras
agora são punidas de forma tão torpe e danosa”,
disse o professor e deputado Carlos Giannazi,
que acompanha o caso desde quando era vereador
em 2006.
O
parlamentar afirmou que pedirá ao prefeito
que reconsidere a medida no sentido de que
as penas impostas sejam revogadas. Para
ele, a SME e o Departamento de Procedimentos
Disciplinares (Proced) estão colocando em
prática um verdadeiro processo de perseguição
e terrorismo contra o magistério municipal.
“São muitas punições injustas que caracterizam
um forte assédio moral contra servidores
que lutam pelos seus direitos e pelos dos
estudantes da rede pública de ensino”, argumentou
Giannazi, que também irá acionar a Comissão
de Direitos Humanos da ALESP em defesa das
professoras punidas.
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