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Motoristas
do Sistema Prisional reúnem-se com deputado
Giannazi
recebeu, na ALESP, dezenas de servidores
que fazem o transporte de presos no estado;
situação é precária e exige que governo
Alckmin tome medidas urgentes
21
de junho de 2011

À
mesa, Giannazi faz o encaminhamento das
reivindicações da categoria
Baixos
salários, assédio moral, precárias e insalubres
condições de trabalho, desvalorização da
carreira, desrespeito com a data base, descaso
com os profissionais e demora de reembolsos.
Esse é o caótico quadro funcional em que
motoristas de escolta do Sistema Prisional
estão inseridos e pelo qual se reuniram
com o deputado Carlos Giannazi na ALESP
no sábado, dia 18 de junho.
Apesar
de, com a intervenção do parlamentar, terem
conseguido recentemente o reconhecimento
do direito legal ao porte de armas no exercício
da profissão, os servidores reclamam a falta
de uma reestruturação e revalorização da
categoria. Dentre as principais reivindicações
está a alteração de nomenclatura da função.
Hoje são ‘Oficiais Operacionais’ e estão
subordinados à Secretaria de Gestão Pública,
mas prestaram concurso para a Secretaria
de Administração Penitenciária, para o cargo
de ‘Agente Operacional Penitenciário’. “Essa
situação prejudica os trabalhadores porque
ficam de fora das gratificações aplicadas
à SAP. É uma classe de servidores totalmente
marginalizada pelo executivo estadual, pois
trabalha em condições extremamente precárias
e é assediada pelo governo, pela chefia
e pelo crime organizado, o que ocasiona
doenças do trabalho de forma contundente”,
argumenta Giannazi, que levará o caso diretamente
ao secretário da Administração Penitenciária
em uma reunião a ser agendada. Também cobrará
mais investimentos no quadro de pessoal.
“Há dinheiro em caixa para investir”.
Outro
ponto é que, quando multados no exercício
da função (por vezes são obrigados a descumprir
normas da legislação de trânsito em função
do tipo de preso que transportam ou urgências
médicas com os mesmos), pagam do próprio
bolso, sem que haja um respaldo da secretaria.
“Com um salário base de R$ 450, até independente
disso, é um absurdo os motoristas arcarem
com essas multas”, disse o deputado. Giannazi
exigirá ainda do governo agilidade no reembolso
de despesas feitas pelos trabalhadores em
viagens a serviço, já que denúncias dão
conta de que há ressarcimentos que demoram
meses a serem feitos.
O
parlamentar deve começar, a partir do 2º
semestre, uma série de visitas aos presídios
paulistas.
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