.
| |
PELO
FIM DA ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL |
|
|
. |
|
| Abaixo-Assinado
Eletrônico pelo direito ao livre
exercício da profissão
de músico |
Participe
do abaixo-assinado eletrônico
-
Entrar |

Cresce,
no estado de São Paulo, o movimento pelo
fim da OMB
Audiência
pública reforça a luta pela extinção da
Ordem dos Músicos do Brasil e a tomada de
consciência da categoria para ampliação
e organização contra a desnecessária e anacrônica
entidade
01
de junho de 2010

Giannazi
(à dir) está afinado com os músicos contra
a OMB
Maestros,
sindicalistas, representantes de associações
de músicos de várias formações e perfis
compareceram na ALESP, no dia 31 de maio,
à audiência pública organizada pelo deputado
Carlos Giannazi, criador e coordenador da
Frente Parlamentar em Defesa dos Músicos
e Compositores do Estado de São Paulo.
Num
rico debate Giannazi fez um rápido resgate
histórico desde o começo do movimento e
informou sobre sua recente visita feita
ao ministro do Supremo Tribunal Federal,
Carlos Ayres Britto, relator da ADPF 183
— ação judicial impetrada pelo parlamentar
através da Procuradoria Geral da República
— que pede a revogação de vários artigos
da lei que criou, em 1960, a Ordem dos Músicos
do Brasil. A ADPF já recebeu pareceres favoráveis
da Advocacia Geral da União (Poder Executivo)
e das presidências do Senado e da Câmara
dos Deputados (Poder Legislativo).
“
A inconstitucionalidade desses artigos,
que fazem a OMB agir como polícia contra
os músicos, é notória e o ministro Ayres
Britto mostrou-se sensível aos argumentos
da Ação”, contou o deputado, que também
programa uma visita ao ministro do Trabalho,
Carlos Luppi, a fim de que a pasta reforme
a Portaria 3347/86, que instituiu a nota
contratual. Segundo os músicos este documento,
hoje obrigatório, não ajuda em nada a questão
trabalhista/previdenciária deles e é fonte
de corrupção. O Ministério Público do Trabalho
também já recebeu de Giannazi denúncias
de violações trabalhistas cometidas pela
Ordem, entidade que, na opinião do parlamentar,
age fora da lei assediando, constrangendo,
punindo e fiscalizando os músicos, cujo
livre exercício da profissão está assegurado
de forma clara na Constituição Federal.
Outros
assuntos foram debatidos, dentre eles a
vigência (e o desconhecimento dela) da Lei
Estadual 12.547/07, à qual Giannazi atribui
um significativo avanço, apesar de incompleta.
“Aprovamos uma outra lei, de nossa autoria,
vedando também a emissão da nota contratual
no estado, mas o então governador José Serra
a vetou. Iremos colocá-la novamente em pauta
quando formos revisar os vetos do executivo”,
disse.
No
encontro os músicos posicionaram-se a favor
de que a OMB, do jeito que está, tem que
ser extinta. Também foram concordantes da
tese de que cabe, após o julgamento da Ação
no Supremo e a provável vitória, uma nova
rodada de debates acerca de como organizar
e regulamentar, de forma democrática e não
punitiva, a profissão de músico.
Giannazi
está lançando ainda um abaixo-assinado,
a ser encaminhado ao STF para reforçar a
votação da ADPF pedindo a sua aprovação,
assim como levará ao tribunal um memorial
com as denúncias dos músicos vítimas do
assédio da OMB.
|