Audiência
une categorias profissionais pelo pagamento
integral dos precatórios
18
de Junho de 2009

Joel
Melo
Luiz
Fuchs, Paulo Neves, José Ghiotto, Carlos
Gianazi, João Alberto Souza, Severiano
Garcia Neto e Hermes Barbosa
O
coordenador da Frente Parlamentar em Defesa
do Pagamento Integral dos Precatórios,
Carlos Giannazi (PSOL), abriu o ato público
desta quarta-feira, 17/6, advertindo para
o perigo de a Proposta de Emenda a Constituição
12/2006, conhecida como PEC 12, “institucionalizar
o calote”. A PEC 12 trata do pagamento
dos precatórios de uma maneira que desmoraliza
o Poder Judiciário, segundo análise do
deputado e do representante do Conselho
Federal da OAB, Raimundo Hermes Barbosa.
Giannazi
falou ainda que a dívida do governo de
São Paulo com precatórios é de R$ 16 bilhões,
e a da prefeitura, R$ 11 bilhões. “Oitenta
por cento dos idosos que tinham precatórios
para receber já morreram”, denunciou Giannazi,
que falou também da extinção da carteira
dos advogados administrada pelo Ipesp
como “mais um tipo de calote que se juntou
aos que conhecemos, como não pagamento
dos gatilhos salariais, entre outros”.
O
representante do Sindicato dos Professores
e Funcionários Municipais de São Paulo
(Aprofem), José Ghiotto, falou da ação
do governador Serra e do prefeito Kassab,
que, segundo ele, pressionaram deputados
de suas bancadas na Câmara para votarem
favoravelmente à PEC 12. “O Tribunal de
Contas, ao analisar a prestação de contas
do prefeito, chamou de ´pecadilho administrativo
aceitável´ a gatunagem oficial do não
pagamento dos precatórios. E quando os
vereadores pediram o uso de verbas que
estavam destinadas ao pagamento das ações
de funcionários públicos, nenhum deles,
mesmo os que se dizem nossos defensores,
abriu a boca para defender nossos direitos”,
lembrou Ghiotto. O professor defende ainda
uma proposta de compra dos precatórios
pelo governo federal, que pagaria as dívidas
para os credores e, mais tarde, descontaria
o valor dos repasses que faz aos Estados.
O
presidente da Unafisco Sindical, órgão
que abriga os auditores fiscais da Receita
Federal, Luiz Fuchs, fez questão de estar
presente para solidarizar-se com os servidores
das esferas estadual e municipal. Perguntado
se havia alguma pendência de precatórios
no nível federal, Fuchs falou da necessidade
de uma ação contra a PEC 12 para não permitir
precedentes que acabem sendo estendidos
para todos.
Fuchs
contou, ainda, que a Unafisco está acompanhando
com muita atenção a reedição da PEC 555/2006,
que propõe a revogação do artigo 4º da
Emenda Constitucional 41/2003, que instituiu
a cobrança da contribuição previdenciária
sobre os proventos dos servidores aposentados
e pensionistas.
Giannazi
falou da importância do lançamento da
Frente Parlamentar do Observatório dos
Precatórios e do abaixoassinado contra
a PEC 12. “Um movimento unificado é um
primeiro passo importantíssimo para conseguirmos
impedir a aprovação da PEC 12 na Câmara
e conseguirmos o pagamento integral dos
que é devido”, concluiu o deputado.
Fonte:
Diário Oficial

Deputado lança Frente
Parlamentar em Defesa do Pagamento de
Precatórios
30 de Abril de 2009
O deputado e professor
Carlos Giannazi criou, na ALESP, a Frente
Parlamentar em Defesa do Pagamento Integral
dos Precatórios para pressionar o poder
público a pagar os precatórios aos aposentados,
pensionistas, servidores públicos e desapropriados
que estão sendo preteridos e prejudicados
pelas manobras, artifícios e remanejamentos
orçamentários.
A Frente também tem como
objetivo impedir a votação, na Câmara
dos Deputados, da PEC 12, que institui
o calote nesse desembolso da Fazenda Pública
ao autorizar municípios, estados e a União
a destinar apenas os percentuais de 0,6
a 2% dos seus respectivos orçamentos para
o pagamento dos precatórios. A PEC 12
também cria o leilão dos precatórios onde
os credores, para receberem os seus direitos,
terão que abrir mão de uma boa parte do
valor a ser recebido.
O estado de São Paulo
tem uma dívida de aproximadamente R$ 16
bilhões com precatórios e, a prefeitura
paulistana, R$ 10 bilhões, sendo que a
municipalidade está sendo investigada
pelo Ministério Público por desvio de
recursos que seriam destinados aos pagamentos
dos precatórios.
“Estamos organizando um
grande movimento em São Paulo com a participação
de entidades da sociedade civil, parlamentares,
servidores públicos, aposentados, pensionistas
e desapropriados para exigir o cumprimento
da Constituição Federal e o pagamento
integral e imediato dos precatórios”,
disse Giannazi, que vem travando essa
luta desde quando era vereador na capital.