Audiência
Pública organizada pelo mandato reforça
luta contra o fechamento da EMESP Tom
Jobim no bairro do Brooklin
30
de novembro de 2011

Giannazi
( 2ª à dir.) acionará Ministério Público
para investigar procedimentos da EMESP
No dia 29 de novembro
pais de estudantes da Escola de Música
do Estado de São Paulo Tom Jobim (EMESP
Tom Jobim) — unidade Brooklin (zona sul
da capital) — participaram de uma reunião
proposta pelo professor e deputado Carlos
Giannazi na ALESP. Preocupados com as
informações já consideradas oficiais de
que esta unidade da escola de música vai
fechar as portas e seus filhos transferidos
para a unidade Luz (no centro de São Paulo),
alunos, ex-alunos também juntaram forças
para protestar contra o encerramento das
atividades desta unidade. O mandato já
havia denunciado o sucateamento da prestação
dos serviços da EMESP há um ano e já encaminhara,
então, pedidos de investigação ao Ministério
Público Estadual e Tribunal de Contas
do Estado sobre medidas temerárias tomadas
pela Organização Social Santa Marcelina
Cultura, que desde 2008 faz a gestão da
escola por meio de um contrato com a Secretaria
Estadual da Cultura — de 1989 até esta
data a EMESP era a Universidade Livre
de Música Tom Jobim (ULM), criada na esfera
pública.
Denúncias de esvaziamento
do corpo docente, evasão de alunos, fim
do coral para a terceira idade, descaracterização
do sistema pedagógico (inicialmente de
caráter público e de reconhecida excelência
dentro e fora do Brasil), professores
sem apoio e liberdade de expressão, descompromisso
com a grade curricular, falta de diálogo
e arbitrariedade da direção da unidade
foram expostas durante o encontro.
Giannazi,
que por várias vezes tentou marcar uma
reunião com a EMESP, acionará o MPE com
relação a este iminente fechamento da
unidade Brooklin — que também atende a
um público que mora muito longe da escola
e que, sem ela, não teria condições de
se deslocar ao Centro da cidade para continuar
seus estudos — e enfatizou que é muito
importante que o movimento continue e
amplie a sua organização para que a pressão
dos pais e alunos cumpra o papel de alerta
sobre o desmonte da unidade. “Também já
acionamos a Comissão de Educação e Cultura
da ALESP pedindo a convocação do secretário
de Cultura, de um representante da OS
e do diretor pedagógico Paulo Zuben para
explicarem à comissão a precarização dos
serviços prestados pela EMESP sob a gestão
da Santa Marcelina”, enfatizou.