Deputado
cobra explicações do presidente da UNIESP
na CPI do Ensino Superior Privado
Giannazi
foi o autor do pedido de convocação do
presidente da União das Instituições Educacionais
de São Paulo (UNIESP), para que este desse
explicações à Comissão Parlamentar de
Inquérito sobre diversas denúncias de
irregularidades
17
de novembro de 2011

Giannazi
(1º à dir.) aponta aos demais membros
da CPI a lista de irregularidades cometidas
pela UNIESP
Na reunião da CPI do Ensino
Superior Privado, feita no dia 16 de novembro,
o professor e deputado Carlos Giannazi,
em seu pronunciamento, disse que "há
um abismo” entre as denúncias encaminhadas
pelo mandato à Comissão e ao Ministério
da Educação — que está de posse de um
dossiê com inúmeras e graves denúncias
contra a UNIESP — e o discurso do mantenedor
da instituição, José Fernando Pinto da
Costa.
O parlamentar foi direto
ao debate sobre as irregularidades listadas
por ocasião de uma audiência pública por
ele organizada na ALESP, que contou com
diretores da Federação dos Professores
do Estado de São Paulo (FEPESP), do Sindicato
dos Professores do Estado de São Paulo
(SINPRO), da Confederação Nacional dos
Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino
(CONTEE), alunos, pais de alunos, professores,
ex-professores e advogados cujos clientes
estão acionando na Justiça a UNIESP.
Denúncias como falta de
repasse da contribuição ao INSS, falta
de depósito do FGTS, demissão arbitrária
de professores, assédio moral a docentes
e funcionários, incompetência gerencial
(falta de professores, aulas canceladas
e superlotação de salas), gestão despótica
no processo de concessão de bolsas de
estudos, problemas com o FIES e Prouni,
irregularidades no programa Bolsa-Universidade
(do governo do estado) com relação à instituição,
atraso nos salários dos docentes, recontratação
de demitidos com redução de remuneração,
entre outras, foram levantadas na AP e
recolocadas por Giannazi durante a sessão
da CPI, a fim de que fossem respondidas
pelo mantenedor.
Diante das rasas e insatisfatórias
explicações dadas pelo reitor na UNIESP,
Giannazi argumentou que o Grupo funciona
como um “mercador da Educação” porque,
mesmo com tantas dificuldades de ordem
financeiras e fiscal, “não para de se
expandir”. “Os graves fatos até então
levantados e já documentados devem ser
remetidos novamente para o MEC para que
ajude nas investigações sobre a UNIESP”,
defende o deputado.