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Giannazi
propõe 33% de hora-atividade na
rede estadual
A
idéia é ajudar na qualificação
da atividade extraclasse sem que haja
redução salarial
18
de Agosto 2008
O
deputado e professor Carlos Giannazi apresentou,
na Assembléia Legislativa, um projeto
de lei que obriga o governo estadual a
implantar, na rede estadual de ensino,
33% de hora-atividade na jornada de trabalho
dos professores que, hoje, é de
apenas 16%. A hora-atividade é
o tempo de trabalho do professor realizado
fora da sala de aula para a preparação
de aulas, planejamento, correção
de provas, leituras, reuniões e
formação.
A
proposta do parlamentar, que tem o apoio
do magistério estadual, ajusta
a jornada de trabalho da categoria à
nova lei sancionada pelo executivo federal
que institui o piso nacional salarial
e determina que 33% da jornada do professor
seja reservada para o trabalho fora da
sala de aula.
“Queremos
que o professor tenha mais tempo para
fazer leituras, planejamento, correção
de avaliações e preparação
de aulas. Nossa proposta vai oferecer
mais condições para que
estes profissionais da Educação
possam melhorar a qualidade de ensino
e, importante, sem que haja redução
de salários”, disse Giannazi,
que ressalta, no entanto, sua crítica
em relação ao valor do piso
salarial nacional salarial de R$ 950,00
por 40 horas semanais, “insuficiente
e muito aquém do minimamente razoável”.
O
magistério nacional defende o valor
de R$ 1.575,00 por 20 horas semanais.
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