CASO
EMESP
Deputado
questiona secretário sobre fechamento
da EMESP no Brooklin e terceirização da
Cultura
Giannazi,
observado pelo secretário, questiona ações
da EMESP na reunião
A
reunião da Comissão de Educação e Cultura
que aconteceu no dia 14 de dezembro na
ALESP abriu espaço para, dentre outras
finalidades, discutir a pauta aprovada
anteriormente na qual o professor e deputado
Carlos Giannazi requereu que o secretário
estadual da Cultura, Andrea Matarazzo,
prestasse esclarecimentos sobre o fechamento
da unidade Brooklin da Escola de Música
do Estado de São Paulo (Tom Jobim).
Após o secretário
se manifestar dizendo que a unidade não
estaria sendo fechada mas que ‘gerava
custos descabidos’ à pasta, Giannazi o
contrapôs dizendo que a descontinuidade
de curso na unidade Brooklin caracteriza
um fechamento, na prática, por não ter
como viabilizar a ida de alunos para a
unidade Luz. O deputado e a comunidade
escolar entendem os últimos atos da EMESP
como um desmonte arbitrário dos propósitos
originais da escola. Aberta a palavra,
uma mãe de aluno representando pais de
estudantes deu depoimento nesse sentido.
O parlamentar questionou
também o quanto do orçamento da secretaria
era destinado às Organizações Sociais
que, de fato, constituem o ‘corpo’ da
terceirização (para o secretário, é apenas
um ‘contrato de prestação de serviço’)
patrocinada pelo dinheiro público via
estado. No caso da Cultura, cerca de 50%
de seu orçamento, segundo respondeu o
secretário, é canalizado para as OSs.
Giannazi ainda
pediu esclarecimentos acerca da investigação
do Tribunal de Contas de São Paulo, apontando
várias irregularidades no contrato de
prestação de serviço no valor de R$ 60
milhões com a Associação Santa Marcelina
(atual gestora da EMESP) e lamentou que
tais contratos ‘não geram acúmulo de conhecimento
e experiência para o poder público’, haja
vista que, quando as OSs são descredenciadas,
o estado perde todo o processo que foi
construído.
O
deputado disse que acionará o Ministério
Público Estadual contra o fechamento da
escola, pois a medida prejudicará crianças
e adolescentes que criaram expectativas
e sonhos, além de terem formado uma comunidade
escolar que não pode ser desmontada agora,
do dia para a noite.