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Em audiência com secretário da Educação, Giannazi exige férias de 30 dias para professores

30 de novembro de 2011

Observado por Voorwald, Giannazi critica as férias divididas dos professores da rede pública

Na reunião da Comissão de Educação e Cultura — da qual o professor e deputado Carlos Giannazi é membro titular — ocorrida no dia 30 de novembro na ALESP, o secretário estadual da Educação, Herman Voorwald, foi questionado publicamente pelo parlamentar sobre o motivo da nefasta Resolução 44/11, que divide as férias do magistério público em dois períodos de 15 dias, a serem usufruídos em janeiro e julho. Diante da resposta do secretário de que esta medida atendia ao pedido da categoria e serviria para “organizar o período escolar”, Giannazi mostrou-se perplexo e colocou em dúvida a afirmativa, já que em inúmeros encontros com professores e nas freqüentes reuniões em que participa com estes, e munido de diversas reclamações dos docentes que procuram o mandato pessoalmente ou por outros meios, a reivindicação é justamente a oposta, ou seja, de que as férias de 30 dias corridos continuem sendo inalienáveis. “Foi um grave erro cometido pela secretaria e que precisa ser corrigido”, disse Giannazi, que anunciou a apresentação do projeto de decreto legislativo 14/11, que pede a revogação da Resolução 44, e o projeto de lei complementar 701/11, que garante o direito aos 30 dias consecutivos de férias.

O deputado também levantou a questão das 70 escolas de lata que ainda perduram na rede estadual, dizendo que o Ministério Público já sinalizou a liberação dos atuais terrenos onde as mesmas se encontram para que a SEE construa nestes locais escolas de alvenaria. Na sequência Giannazi denunciou ao secretário o assédio moral e a falta de liberdade de expressão em unidades escolares, o nepotismo e punição a professores (usou o exemplo da investigação do Ministério Público na EE Osvaldo Aranha), cobrou o fim do autoritarismo imposto pela burocracia e administração, a revogação da Lei 1093/09 (que criou a famigerada e perversa prova aos professores temporários) e a construção de quadras nas escolas que não têm esse espaço para a prática da educação Física.

O encontro também abriu espaço para várias entidades representantes dos profissionais da Educação se manifestarem.