Giannazi
convoca reitor na UNIESP para depor novamente
na CPI do Ensino Superior Privado
20 de outubro de 2011
Por
iniciativa e solicitação do professor
e deputado Carlos Giannazi, o reitor da
União das Instituições Educacionais do
Estado de São Paulo (UNIESP) — holding
que existe há 11 anos e administra dezenas
de faculdades em mais de 20 municípios
paulistas —, José Fernando Pinto Costa,
foi ouvido no dia 19 de outubro pela CPI
do Ensino Superior Privado, em pleno funcionamento
na Assembleia Legislativa.
O
deputado, que é membro titular da Comissão
de Educação e Cultura da ALESP, pediu
esclarecimentos ao mantenedor da instituição
sobre as várias denúncias contra ela,
todas feitas por professores, funcionários
e alunos. As mais graves e freqüentes
são a demissão em massa e arbitrária de
docentes, a falta de depósitos do INSS,
FGTS e IR, o atraso no pagamento, o não
pagamento de verbas rescisórias, a falta
de homologações das demissões, a superlotação
de salas, a propaganda enganosa e o descumprimento
de um Termo de Ajustamento de Conduta
(TAC), dentre outras.
Diante
do volume de denúncias e das insatisfatórias
explicações do reitor, Giannazi solicitou
à CPI uma nova oitiva da UNIESP, mas com
a presença de representantes do Sindicato
dos Professores do Estado de São Paulo
(SINPRO) e da Federação dos Professores
do Estado de São P aulo (FEPESP).
Histórico
de denúncias
Em
29 de março deste ano, o mandato do deputado
Carlos Giannazi organizou uma audiência
pública na ALESP na qual foram apresentados
inúmeros documentos e depoimentos de pais
de alunos, professores, ex-professores,
advogados e estudantes. O parlamentar,
diante dessa enorme lista de irregularidades
apresentadas, encaminhou as denúncias
ao Ministério da Educação (Giannazi entregou
nas mãos do ministro Fernando Haddad um
dossiê), ao Ministério Público Estadual
e ao Ministé rio Público do Trabalho para
que investigassem com rigor a UNIESP.