PINHEIRINHO
Carlos
Giannazi acionará CNJ e OEA contra TJ
e Governo Estadual
24
de janeiro de 2012

O
deputado Carlos Giannazi anunciou que
está preparando um dossiê para ser entregue
ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
e a Comissão de Direitos Humanos da Organização
dos Estados Americanos (OEA), pedindo
uma profunda investigação nos atos da
juíza da 6.a vara de S. J. dos Campos,
Márcia Faria M. Loureiro e da presidência
do Tribunal de Justiça que avalizou a
decisão de retirar mais de 6000 moradores
do bairro do Pinheirinho, causando uma
grande tragédia humanitária que afrontou
e violou a dignidade da pessoa humana
e os direitos humanos elementares, inclusive
de crianças, mulheres grávidas e idosos.
Giannazi
que acompanhou as negociações para tentar
impedir a retirada dos moradores, estranhou
o comportamento da juíza em manter a todo
o custo a execução da liminar, mesmo com
a suspensão por 15 dias do processo da
massa falida, acordado no dia 18 de janeiro,
pelo juiz do processo Luiz Beethoven Giffoni
na presença do próprio deputado e de outros
parlamentares.
A
suspensão foi realizada para que as negociações
fossem feitas entre os governos federal,
estadual e municipal. Qual o motivo que
levou ao apressamento da retirada dos
moradores se a massa falida, responsável
pelo pedido de reintegração de posse estava
suspendendo o processo na perspectiva
de uma saída negociada e pacifica? Indagou
Giannazi que também entende que houve
desrespeito a decisão da Justiça Federal
que no ato da desapropriação apresentou
uma liminar pedindo a suspensão da mesma.
Nesse caso de conflito entre os dois tribunais,
a decisão só poderia ser feita pelo STJ.
Mesmo assim ignorando esse fato processual
a tropa de choque com o aval do TJ deu
continuidade a desapropriação.
Para
Giannazi a liminar só poderia ser cumprida
se as condições para o alojamento digno
das pessoas estivesse de fato garantidas
pela prefeitura, fato que não ocorreu
como mostram as imagens apresentadas pela
imprensa de pessoas acomodadas de forma
infra-humana em locais que pareciam mais
campos de concentração nazista, sem contar
os moradores que ficaram ao relento ou
vagando pela região sem ter para onde
ir.
Quais
os verdadeiros interesses que levaram
a juíza, o TJ, o governador do estado
e o prefeito da cidade a terem uma posição
tão positivista e fria da lei em defesa
da propriedade privada? Propriedade da
massa falida da empresa do especulador
financeiro Naji Nahas, preso em 2008 pela
policia federal, na operação Satiagraha.
E
a defesa da vida , da função social da
propriedade e da dignidade da pessoa humana?
Defensoria
Pública, OAB, Justiça Federal e vários
parlamentares entendem que houve abuso
de autoridade, falta de transparência
e sobretudo negligência com a acomodação
de milhares de pessoas que foram retiradas
a força de suas casas do bairro do Pinheirinho.
Isso
posto, exigimos que o CNJ investigue o
comportamento do Judiciário Paulista e
a OEA o governo estadual e a administração
municipal de São José dos Campos.
LEIA
MAIS
Giannazi
repudia ação da tropa de
choque ordenada pela Juíza, com
apoio de Prefeito e do Governador
22
de janeiro de 2012

O deputado Carlos Giannazi
repudiou a ação da tropa de choque ordenada
e apoiada pela Juíza da 6.a vara de S.
J. dos Campos, pelo governador do estado
e o prefeito Eduardo Cury, que de forma
desumana e agressiva retirou, no último
dia 22, milhares de pessoas de suas casas,
inclusive criança, mulheres grávidas e
idosos no bairro do Pinheirinho.
Para Giannazi, todas as
forças reacionárias, a serviço do mercado
e da especulação imobiliária, se uniram
e instrumentalizaram o aparelho repressivo
do estado contra o direito à habitação
popular. Para ele o legalismo e a visão
positivista da lei foram as justificativas
para um verdadeiro atentado contra os
moradores que foram retirados a força
de suas casas nas quais moravam desde
2004.
O deputado esteve no local
para ajudar os moradores e presenciou
um verdadeiro campo de batalha com bombas
e tiros contra a população. O alojamento
infra-humano organizado pela prefeitura
parecia mais um campo de concentração
em que as pessoas dormiam amontoadas num
terreno cheio de lama.
Giannazi tentou de todas
as formas pressionar as autoridades envolvidas
a pararem com a ação de desapropriação,
porém não teve êxito pois os mesmos diziam
que estavam “cumprindo a lei”.
“O
direito à vida é superior ao direito à
propriedade privada, principalmente propriedade
que não cumpre função social e que pertence
a massa falida da empresa Selecta SA do
especulador financeiro Naji Nahas, preso
em 2008 pela policia federal na operação
satiagraha,” disse o deputado que organiza
uma audiência pública para o dia 1 de
fevereiro na Assembleia Legislativa em
apoio aos moradores do Pinheirinho.
Em
audiência agendada por Giannazi
no TJ, foi suspensa a desapropriação
dos moradores do Pinheirinho
19
de janeiro de 2012
A
audiência solicitada pelo deputado Carlos
Giannazi com o presidente do Tribunal
de Justiça, Ivan Sartori, que contou com
a presença do senador Eduardo Suplicy
e dos deputados Adriano Diogo e Ivan Valente,
conseguiu a suspensão por 15 dias do processo
da massa falida da empresa Selecta, do
grupo do especulador financeiro Naji Nahas,
preso em 2008 na operação Satiagraha da
policia federal. Como desdobramento dessa
decisão proferida pelo Juiz do processo
Luiz Beethoven Giffoni, a Justiça de S.
J. dos Campos foi obrigada a suspender
a desapropriação pelo mesmo prazo de 15
dias para que haja o entendimento entre
os governos municipal, estadual e federal
no sentido de que a área seja desapropriada
e d estinada a habitação popular.
Nos
dias 16 e 17 Giannazi esteve em S. J.
dos Campos fazendo gestões para que não
houvesse a desapropriação de mais de 6000
pessoas que moram na área desde 2004,
entre elas crianças, mulheres grávidas
e idosos. O deputado participou de conversas
com o comando da policia militar, com
os juízes estaduais e federais da região,
apelando para que os moradores do Pinheirinho
não fossem retirados de suas casas.
Na
ocasião Giannazi esteve presente em uma
assembléia com os moradores e entidades
no próprio bairro do Pinheirinho e, na
madrugada e ao amanhecer do dia 17, esteve
novamente no local para defender os moradores
da possível violência policial no processo
de desocupação.
“Estamos
fazendo todos os esforços para pressionar
o Poder Executivo a se colocar ao lado
dos moradores, e não dos interesses da
especulação imobiliária e dos interesses
econômicos,” disse Giannazi que está organizando
na Assembleia Legislativa de SP, para
o dia 1 de fevereiro, às 14 horas, uma
Audiência Pública em defesa dos moradores
do Pinheirinho.
Para
completar os avanços dessa luta, no último
dia 20, o Tribunal Regional Federal, concedeu
liminar suspendendo a ordem de desapropriação
da área impetrada pela Juíza Márcia Loureiro
da 6.a vara de S. J. dos Campos.