Privatização
da previdência dos servidores paulistas
recebe voto contrário do PSOL
13
de dezembro de 2011
O professor e deputado
Carlos Giannazi, líder da bancada do PSOL
na ALESP, votou contra o projeto de lei
840/11 do governo estadual, que institui
o regime de previdência complementar ao
funcionalismo e autoriza a criação de
uma fundação para geri-la. Na opinião
do parlamentar, na prática abre-se um
processo de privatização da previdência
do funcionalismo público.
"O PL 840/11 criará
um poupança privada que estará suscetível
aos riscos do mercado financeiro especulativo.
A privatização da previdência está a serviço
do aumento do superávit primário para
pagar juros da dívida pública, que beneficia
apenas rentistas e especuladores”, disse
Giannazi, reafirmando que o mesmo é uma
cópia do PL 1992/07 do governo federal,
que também privatiza a previdência dos
servidores federais.
Giannazi comentou que
os servidores não têm mais aposentadoria
integral por conta do arrocho e da compressão
salarial, além de gratificações e bonificações
que recebem no contracheque mas não são
incorporadas ao salário base, fazendo
com que os mesmos se aposentem sempre
com quase a metade do que recebiam na
ativa.
O deputado ainda argumentou
que o estado deve mais de R$ 100 bilhões
para os servidores públicos, dinheiro
retirado do IPESP ao longo dos anos e
não devolvido à carteira dos servidores,
advogados, cartorários e economistas.
Lembrou também da reforma da previdência
paulista em 2007, aprovada na ALESP e
sancionada como a Lei 1010/07, que da
mesma forma prejudicou os servidores públicos.