Deputado
denuncia que estado de São Paulo mantém
70 ‘escolas de lata’
04
de novembro de 2011
Em
pronunciamento feito nesta semana na tribuna
da Assembleia Legislativa, o professor
e deputado Carlos Giannazi reafirmou a
denúncia que já vem fazendo desde 2007
de que existem, na rede estadual de ensino,
70 escolas de lata, que contrariam todas
as normas pedagógicas de adequação e conforto
para que se estabeleça nelas uma relação
ensino/aprendizado minimamente saudável
e produtiva. Na opinião do parlamentar
— que é diretor licenciado de escola pública
— e de outros especialistas, essas escolas,
batizadas pelo governo estadual de ‘Projeto
Nakamura’, são quentes demais no verão
e muito frias no inverno, não possuem
tratamento acústico e prejudicam por completo
o processo de ensino.
O
parlamentar já levou essa grave situação
à Comissão de Educação e Cultura da ALESP,
da qual é membro titular, bem como ao
Ministério Público Estadual. No entanto,
até agora, a SEE não transformou os prédios
inadequados e metálicos em estruturas
de alvenaria.
“
Em plena e urgente necessidade de se investir
pesadamente no presente e futuro da sociedade
por meio da Educação não podemos mais
aceitar que milhares de crianças e professores
sejam desrespeitados e colocados em estruturas
de lata, precárias, totalmente incompatíveis
e inadequadas aos propósitos de uma escola,
e isso acontece no estado mais rico da
federação”, aponta Giannazi, citando exemplos
como as escolas estaduais Gaivotas I,
II e II , a região do Cocaia; a EE Airton
Senna, em Parelheiros, a EE Hilda Ferraz
Kfouri, no Jd. São Bernardo/Jd Icaraí;
a EE Solange Landeiro de Aguiar, no Campo
Limpo; a EE Condomínio Carioba, também
no Grajaú, entre outras.
É
urgente que o governo, segundo Giannazi,
ataque esse problema com planejamento
e eficiência no gasto público, e acabe
de vez com as escolas de lata que ainda
restam da rede estadual pública de ensino.
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