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Diligência
de deputado atesta o abandono de mais
uma escola estadual
24
de Agosto de 2008

A Escola Estadual Edméa Attabe,
localizada no bairro paulistano de Americanópolis,
é mais uma unidade de ensino público
que o professor e deputado Carlos Giannazi
visitou — dia 21 de agosto —
e constatou a precariedade das suas instalações.
Após sua visita, o parlamentar
denunciou a situação na
tribuna da Assembléia Legislativa
e exigiu, da Secretaria Estadual de Educação
(SEE) e da Fundação para
o Desenvolvimento da Educação
(FDE), a imediata reforma geral da
escola.
De
novo os velhos problemas de manutenção
e inadequação dos materiais:
os forros do teto são de fibra
de vidro e todo o telhado da escola é
de telhas de amianto, material este proibido
por lei estadual e prejudicial à
saúde, pois pode causa câncer
a quem fica exposto a ele.
Durante
a inspeção, Giannazi pode
também verificar que parte do muro
está esburacada, com falta de portão
e as grades de proteção
da quadra de esportes, de tão estragadas
e antigas, estão enferrujadas e
correm o risco de desabar em cima das
crianças. Além disso, a
comunidade escolar disse ao parlamentar
que este espaço, inicialmente voltado
à prática de Educação
Física, está dominado por
usuários de drogas e traficantes,
impondo um clima de medo e terror para
os alunos, professoras e pais.
Carlos
Giannazi acionou também a Secretaria
de Segurança Pública em
seu pronunciamento, reafirmando ainda
que o governo estadual não reforma
as escolas da rede e não cumpre
o dever do estado de dar segurança.
“Como o governador José Serra
quer avaliar os professores pela nota
dos alunos se não oferece as condições
mínimas para o desenvolvimento
do trabalho pedagógico?”,
indagou o deputado. “Primeiro temos
que avaliar a política educacional,
as precárias condições
das escolas estaduais e falta de investimento
em Educação”.
O parlamentar se refere ao PLC 41/08,
apresentado pelo executivo e que avalia
o professor a partir das notas do
aluno, para fim de bonificação
salarial.
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