Audiência reuniu alunos e professores demitidos da universidade Estácio de Sá

 

20 de janeiro de 2018

 

 

Em dezembro de 2017, a universidade Estácio de Sá anunciou a demissão de 1.200 docentes em todo o Brasil. No Estado de São Paulo, foram 196. E isso aconteceu sem nenhuma negociação com o Sindicato dos Professores (Sinpro), prática que vinha sendo exigida pelos tribunais do trabalho até a entrada em vigor da reforma na CLT. A questão foi debatida na Alesp no dia 14/12, em audiência pública promovida pelo deputado Carlos Giannazi.

 

Segundo Walter Alves, secretário”geral do Sinpro/SP, a Estácio alegou diversos motivos para as demissões, como reorganização de cursos, fechamento de unidades e reestruturação de grade curricular. No entanto, a informação dada pela universidade ao jornal El País foram que “muitos dos professores demitidos estavam com salário acima da média do mercado”.

 

Essa informação vai ao encontro do relatado pelo professor Carlos Florêncio. No dia em que levou a documentação para homologar junto à Estácio seu título de mestre, recebeu o comunicado de sua demissão.

 

Giannazi acionou o MEC, o Conselho Nacional de Educação e as comissões de Educação da Câmara, do Senado e da Assembleia Legislativa. “Logo que saiu a notícia, enviamos representação ao Ministério Público do Trabalho”, disse o parlamentar. No dia 21/12 saiu a liminar do juiz da 18ª Vara do Trabalho, determinando a reintegração imediata de todos os docentes.