Seminário debate educação antirracista

16 de outubro de 2019

 

 

Como parte da programação do Outubro da Educação, a Câmara Municipal de São Paulo sediou, em 9/10, o seminário Educação Antirracista, uma iniciativa conjunta do vereador Celso Giannazi e do deputado Carlos Giannazi (PSOL). “O Brasil ainda é um país racista. Temos de combater isso com uma postura proativa”, afirmou o vereador.

 

Carlos Giannazi explicou que, em 2003, uma alteração na LDB incluiu no currículo escolar a história da África e do povo negro no Brasil, mas sua aplicação é restrita. “Precisamos que os professores assumam esse compromisso, porque só a educação poderá eliminar de vez o racismo.”

 

Para a pesquisadora Valéria Silvério, opressão e submissão são papéis que se aprendem em todos os meios sociais, por isso é preciso uma postura intransigente contra o preconceito. “Não podemos deixar que a próxima geração também sofra com o chicote do racismo.”

 

“Qual foi o escravizado que escreveu sobre si próprio?”, questionou a escritora Luciana Reis, abordando a invisibilidade do povo negro. “Apesar da dor, temos de contar nossa história.” Já Sueli Alves, diretora de escola municipal, frisou que educação, em sentido amplo, acontece em toda parte, por isso a importância de se valorizar a herança africana no consumo de bens e serviços e nas opções de arte e cultura.

 

O evento teve participação do Conselho Mirim, do vereador Eduardo Suplicy e da cantora e compositora Izzy Gordon, que se apresentou com acompanhamento do pianista Rogério Rochlitz.