Audiência pública reforça luta de educadoras de creche de Itanhaém

04 de Dezembro de 2019

 

Na sexta-feira, 29/11, Carlos Giannazi (PSOL) recebeu em audiência pública na Alesp educadoras de creche e auxiliares de desenvolvimento infantil de Itanhaém. Essas profissionais lutam pelo reconhecimento de que são de fato professoras e por isso têm direito ao seu reenquadramento funcional entre as carreiras do magistério.

 

A maioria dessas educadoras possui formação em pedagogia ou magistério, o que passou a ser exigido para a função desde 1996, com a edição da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Para as poucas que não têm o diploma, elas pleiteiam a estipulação de um prazo para a obtenção da habilitação.

 

Representando a categoria, Renata Simões explicou que, logo após a promulgação da LDB, o município de Itanhaém transformou o vínculo das antigas pagens, efetivando-as como professoras. Mas, contraditoriamente, nos concursos posteriores voltou a criar cargos com características pedagógicas à margem da carreira do magistério. “A prefeitura faz isso para poder pagar menos”, afirmou Renata, denunciando que, apesar de todas as educadoras serem matriculadas no censo do Fundeb, os recursos federais voltados à valorização profissional não chega até elas, cujos salários são de R$ 1,1 mil, acrescidos do vale-refeição de R$ 4 por dia. “Não dá nem para uma coxinha!”

 

Estão em luta semelhante as educadoras de cidades como Vinhedo, Louveira, Sumaré e Campinas. Já regularizaram a situação, além da capital do Estado, Itatiba, Paulínia, Diadema, Osasco, Cubatão e Piraju.