EE Paulo Rossi inicia ano letivo sem agente de organização

11 de fevereiro de 2020

Com o início das aulas na EE Paulo Rossi, em 3/2, veio a constatação de que a Secretaria da Educação não tomou nenhuma providência para solucionar o problema da falta de servidores do quadro de apoio. A unidade do bairro de Mirandópolis permanece sem um único agente de organização escolar para cuidar da disciplina dos 1.200 alunos no pátio e nos corredores, função que vem sendo exercida pelos docentes ” em prejuízo do período de descanso e da realização de atividades extraclasse “, com o auxílio dos estudantes do ciclo 2.

 

Preocupados com o risco de acidentes e com o inevitável prejuízo à qualidade do ensino, representantes da comunidade escolar foram à Alesp, em 4/2, reforçar o apelo pela nomeação de novos servidores. Dentre os aprovados no último concurso público, realizado em 2018, foram chamados 1.457 agentes, mas restam ao menos 11 mil vagas em aberto.

 

“São 5 mil escolas em todo o Estado, mas é quase impossível encontrar uma única que tenha o módulo de servidores completo, principalmente no quadro de apoio”, afirmou Carlos Giannazi (PSOL), ao receber a comitiva. Ele ressaltou que o Estado, quando não preenche os cargos vagos, viola também o direito dos candidatos aprovados, já que eles dispenderam tempo e dinheiro ao se preparar para as provas.

 

Na quinta-feira, 6/2, Giannazi foi à sede do Ministério Público paulista reiterar a denúncia ao Grupo de Atuação Especial de Educação (Geduc). O problema também foi levado ao Tribunal de Contas do Estado e à Comissão de Educação da Alesp.