Falta de manutenção prejudica aprendizado na Escola Genésio Moura

27 de fevereiro de 2020

Em 2009, a Folha de S. Paulo percorreu as escolas com as piores notas no Idesp para descobrir os motivos do mau desempenho. Na EE Genésio Arruda Moura, na Brasilândia (DE Norte 1) ” a mais mal avaliada no primeiro ciclo do fundamental “, alunos e pais relataram a presença de ratos no prédio, de pombos no refeitório e o uso de drogas entre os estudantes. Os jornalistas também apontaram salas sujas e banheiros interditados.

 

Nesta segunda-feira (17/2), a escola recebeu a visita do deputado Carlos Giannazi e do vereador Celso Giannazi (ambos do PSOL), que vistoriam quase diariamente algumas das 5 mil escolas estaduais e 2,8 mil municipais. E a constatação foi de que, passada uma década, os problemas só pioraram.

 

Hoje, algumas das salas estão desativadas e alagadas por conta da falta de reformas, que seriam responsabilidade da FDE, fundação subordinada à Secretaria da Educação com orçamento anual de R$ 600 milhões.

 

“Enquanto o secretário Rossieli faz marketing para Doria com o Inova, a Nova Carreira, o Programa de Ensino Integral (PEI) etc., as escolas continuam sucateadas e degradadas. Exigimos providências imediatas contra esse descalabro”, afirmou o deputado.

 

No Saresp de 2018, a escola apresentou resultados bem abaixo da média das escolas estaduais, como pode ser visto no link http://saresp.fde.sp.gov.br/2018/ConsultaRedeEstadual.aspx?opc=1. A partir do ano seguinte, o governo Doria resolveu o problema dos índices: os boletins do Idesp e do Saresp deixaram de ser públicos.