Profissionais da rede municipal de ensino aderem à greve sanitária

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Teve início na terça-feira, 15/2, a greve sanitária dos professores e demais servidores da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. A decisão por manter exclusivamente o ensino remoto foi tomada na semana anterior pelas assembleias das categorias. Tal como seus colegas da rede estadual, que entraram em greve no dia 8/2, esses profissionais entendem que não é possível garantir a segurança de alunos, familiares e trabalhadores.

 

Na mesma data, o deputado Carlos Giannazi e o vereador Celso Giannazi (ambos do PSOL) fizeram uma série de visitas a escolas da rede municipal e constataram diversas inadequações. Alguns prédios são simplesmente inutilizáveis, porque suas reduzidas janelas basculantes, mesmo se totalmente abertas, não garantiriam a ventilação necessária. Em outras unidades falta o pessoal encarregado da limpeza. O atraso na renovação de contratos deixou várias equipes desfalcadas, justamente quando o cuidado com higiene deveria ser redobrado.

 

Além disso, o quadro de apoio da rede municipal é insuficiente. Mesmo com vagas abertas, a secretaria não convoca os aprovados em concurso para professor (PEI, Peif, Fund2 e Ensino Médio), diretor, supervisor, coordenador pedagógico e auxiliar técnico.

 

“Além dos problemas internos, há fatores externos que impedem a volta às aulas presenciais neste momento. São Paulo já tem mais de 25 mil pessoas mortas por Covid-19, e o número de internações de crianças está aumentando. Quem alerta são os hospitais infantis Darcy Vargas, Menino Jesus e Cândido Fontoura”, relatou o deputado, externando seu total apoio ao movimento. “É uma greve pela vida.”