Projeto prevê jornada de 30 horas para o Quadro de Apoio Escolar

09 de junho de 2020 –

 

O motivo de os agentes de organização escolar (AOE) reivindicarem a redução da jornada para 30 horas semanais não se deve apenas ao trabalho estafante. Talvez o motivo mais importante seja que boa parte desses profissionais tenha de exercer outra atividade para complementar a renda, já que o salário base da categoria é de apenas R$ 1.056,08. A proposta, formalizada no Projeto de Lei Complementar 12/2018, foi abordada em 01/06, em live promovida pelo deputado Carlos Giannazi e pelo vereador Celso Giannazi, ambos do PSOL.

 

Para a secretária de escola Selma Padoani, outro problema do quadro de apoio é a falta de um plano carreira. “Por que não aproveitar esse potencial humano?”, questionou, ressaltando que boa parte desses servidores têm curso superior.

 

“Tornou-se um cargo de passagem”, lamentou o agente de organização Rodolfo Marciano. Ele diz que praticamente todos os seus colegas estão aguardando o resultado de algum outro concurso, a conclusão de um curso superior ou mesmo uma oportunidade na iniciativa privada.

 

Sandro Eduardo Vichi, AOE na EE Rodrigues Alves, relembrou que, do plano de carreira esboçado em 2005 ” quando houve a unificação dos cargos de inspetor de alunos e de oficial de escola “, prosperou apenas o “acúmulo enorme de funções”.

 

“Todos na escola são importantes e devem estar unidos”, afirmou Mércia Fioretti, coordenadora dos grupos que reúnem os AOEs nas redes sociais. Ela ressaltou que a proposta abrange o Quadro de Apoio e o Quadro de Serviços, inclusive cargos em extinção como secretário de escola, servente e assistente administrativo.